Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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no canto da janela.
A chuva miudinha
no frio do vidro.
O corpo sequioso
de um liquido quente
ou de um abraço de
calor permanente.
No ar que passava
na janela
A pálida linha de uma sombra
levanta a face
meiga
faz feliz
afirma-lhe uma nota
um fá
de clave e tudo
completa
musica
uma linha inteiriça
um acorde
que me acorde
que me diga
que me levante
que não me deite
que me deleite
linha de ar meigo
sem ar
sem meio
com fim
enfim
Poema de Marco Henriques (Tretinhas)
Este poema foi deixado gentilmente num comentário que desde já agradeço
Ousar passear na rua dos teus braços,
caminhar dedo a dedo pelos fios do teu cabelo,
desaguar no mar bravo do teu corpo e
sorrir…
o canto dos pássaros
sobrevoando
verdejantes ramos
partilhado no calor
dos sentidos.
É nesta hora
que a ternura
da Amizade
ressalta o poema
vivido.

Imagem Rodney Smith
Que dizer desta água que chora um tempo vivido?
Ela corre na bica do pensamento.
Triste? Sofrido?
Que importa?
Se no correr límpido
a alegria se lhe junta, gota
a gota, como em cada novo amanhecer
o Sol desponta trazendo novo dia.
Corre, água pura da fonte,
lava a mente de sofrimento
e na alegria do sentir,
momento a momento,
o prazer do sol no horizonte,
rasga o sorriso e sente na pele
a frescura desse líquido puro,
que mata a sede e nos lábios perdura.
“Serenidade não é frivolidade nem complacência; é a sabedoria e o amor mais elevado, é a confirmação de que toda a realidade se encontra desperta na orla de todos os abismos e profundezas. A serenidade é o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte.”
de, Hermann Hesse
Não é isso que todos desejamos? A continuidade daquilo que nos faz felizes seja pessoas, locais, sentimentos ou pequenas coisas da Vida…
Ao dar, aqui, continuidade ao Eternamente Menina, que teve o seu início em Maio de 2005 numa outra “plataforma”, quero somente continuar a partilhar as palavras que preenchem a minha alma e os meus sentidos.
Muito grata a todos os que me têm acompanhado nesta caminhada.
É na palavra partilhada
alegre, sol no coração
que o poeta sente a
brisa correndo
lés a lés, movendo-se
em ditongos de
oração.
Entre palavras
voa uma gaivota
seduzida pela aragem
nascida das ondas
(brisa marinha com aroma a jasmim)
face a face
com a lua que envergonhada
se esconde numa nuvem
e a deixa passar.
É na palavra partilhada
ousada
inebriante de anseios
que os enamorados
lado a lado
caminham entre
sulcos de desejos
na demora de um tempo,
audacioso, que transmita
o tumulto dos seus corações
bravios, sedentos, ardentes
de mil afectos
e se unam no desejo incontido
corpo pele suor
e mitiguem a sede abrasadora
dos seus lábios.
É a palavra
partilha de sentimentos
que se cruzam na vida
e no coração.