Eternamente Menina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Os comentários neste local deixaram de funcionar mas como não gosto de cortar a palavra a ninguém este blogue tem a sua continuidade
na penumbra do desejo,
entre o verde do mar
e o azul do rio.
No piar da gaivota
sinto a melodia
que percorre meu pensamento
e nela me abrigo.
Sonho poesia no silêncio da música que toca o raiar do dia.
No jardim do mundo, o horizonte é céu onde descubro o arco-íris por entre as nuvens que dissipam gotas de chuva sob as pálpebras do universo.
Sentir o infinito a cruzar o corpo na brisa da madrugada que se não sente.
Renascer ao som dos pássaros voando na penumbra da manhã entoando “Dante’s Prayer"…
Palavras perdidas no tempo sem palavras; isoladas no silêncio da música e nuvens de mar cor de espuma.
Pensamento em passeios de lua no murmurar de ondas bravias no sussurro do firmamento.
Entre a linha do horizonte e o sentir há um momento de solidão quebrado pela ilusão da magia do sentimento que brota como uma onda do coração.
Mergulho nas estrelas de eternas memórias, em noite profunda, onde os sonhos ainda são possíveis.
(Desligar a música de fundo do blogue para ouvir o vídeo, p.f.)
Caros Amigos e Comentadores
Quase um ano depois da última postagem as janelas deste local abrem-se …
Por motivos alheios à minha vontade este blogue esteve suspenso mas depois de uma “luta” incessante, finalmente, o mesmo está activo pese embora terem-se perdido quase todos os comentários.
Há sempre um caminho para retornar a “casa” e cá estou de novo para encetarmos juntos esta, renovada, caminhada.
Sejam bem vindos.
Um abraço
Em tempo: Apesar de todos os esforços não foi possível conseguir colocar forma de assumir os comentários que, por qualquer erro do script, não aparecem on line.
Por conseguinte e contra a minha forma de estar na blogosfera esta página não terá entrada de comentários.
Pelo sucedido apresento as minhas sinceras desculpas.
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado
O logro da aventura
És Homem, não te esqueças!
Só é a tua loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
(Poema de Miguel Torga in Diário XIII)
Pintura de M. Brown
se desprendesse do teu olhar
e com ele aquecesses palavras áridas e
em lírios as transformasses
Se um raio de Sol
saísse dos teus dedos
e com ele afagasses o denodo
de palavras corteses sem ironias
e ressentimentos.
Se um raio de Sol
saísse dos teus lábios e com
ele beijasses o tempo etéreo
dos pensamentos
nas tuas mãos, olhar e coração,
acharias o calor fecundo
de ser energia e razão.
Imagem de Marek Wyszomirski
alegre, sol no coração
que o poeta sente a
brisa correndo
lés a lés, movendo-se
em ditongos de
oração.
Entre palavras
voa uma gaivota
seduzida pela aragem
nascida das ondas
(brisa marinha com aroma a jasmim)
face a face
com a lua que envergonhada
se esconde numa nuvem
e a deixa passar.
É na palavra partilhada
ousada
inebriante de anseios
que os enamorados
lado a lado
caminham entre
sulcos de desejos
na demora de um tempo,
audacioso, que transmita
o tumulto dos seus corações
bravios, sedentos, ardentes
de mil afectos
e se unam no desejo incontido
corpo pele suor
e mitiguem a sede abrasadora
dos seus lábios.
É a palavra
partilha de sentimentos
que se cruzam na vida
e no coração.
Imagem Marcin Nawrocki
Gostava de ser pedra
para não me magoar.
Gostava de ser ferro
para que não me
magoassem.
Gostava de ser rio
para que minhas lágrimas
com seu caudal se
confundissem.
Gostava de ser mar
para nele navegar e do mundo
em outro mundo me albergar.
Pintura de Steve Hanks
Existem raízes no tempo das memórias
mãos de ternura que meu olhar
alcançou,
nas fragas dos dias
de mar serpenteado, entre
a branca espuma de um beijo,
que uma gaivota levou.
O limite do sonho que se solta
no amanhecer do céu azul,
ombreia a tela da vida,
pétala a pétala, borboletas em
flores na paisagem saltitam,
percorrendo
na perenidade dos dias quentes,
o pólen dos girassóis,
semente em meus dedos,
eternizando, uma a uma,
a carícia dos teus lábios
que em meu corpo perdura.
Existem raízes no tempo das memórias
em espelhos de linguagem,
olhares,
silêncio e ternura
que sobrevivem no aroma dos dias.

Os teus descem à minha boca
que sorri e penetras-me
com a doçura da alma e a
força de um guerreiro.
No silêncio da sala
a música entoa ao som
do coração e, lentamente,
como um pestanejar, o calor
dos nossos corpos aproxima-se
como cavalo a galope numa pradaria.
Tuas mãos, minhas mãos,
percorrem nossos corpos
que se desnudam em cada dedo que toca
nossas peles sedentas de magia.
Olho-te. Olhas-me.
E neste olhar está toda a febre
do sentir a ânsia de cada beijo
língua a língua escorrendo o mel da fantasia.
Na boca do meu corpo relembro
o teu beijar.
Orgasmos… mil deleites que
quero recordar na tua língua
que me percorre sem cessar.
A exaltação dos nossos corpos
como música - The Master -
frenesim do desejo - Divine -
que se ignora na paixão da pele
que comunga o mesmo sentir.
Olhas-me. Olho-te.
E nesse olhar de amor
desnudo
selvagem
ardente
que sente
com a mente
o desejo
de penetrar
possuir
com o tesão
do nosso sentir.
Olho-te. Olhas-me.
No desejo saciado
de nossos corpos
em leito descansados…
Olhas-me. Olho-te.
E sorrimos…
Fotografia de Alexander Vasilenko
Chove.
O vento sibilante entoa nas janelas fechadas mas eu sinto o meu corpo quente como nas tardes de Verão em que o vento me segredava poesias infinitas… em palavras arrojadas de significados como o desejo de uma donzela perante o seu primeiro amor.
A brincadeira das palavras acabou sem ter começado.
Palavras amenas que se cruzam numa encruzilhada desacertada de estar, afinal, no local errado.
Bendigo… bendito… o Português que me leva a acordo sem acordos, a palavras sem significados, vocabulários que se cingem, se entregam sílaba a sílaba a momentos que como o vento desaparecem por entre nuvens de chuva que lavam letra a letra a palavra mencionada e se retraem no pensamento de escrever e nada dizer.
Oh… como são pulcras as palavras partilhadas em dias de chuva, reflexo de sabedoria ou uma simples invasão de significados que a mente não lê?
E a chuva cai levando, lavando, cada palavra que desaparece no vocabulário da ilusão prenhe de se pensar o que se não lê, sem acordo, nem acórdãos…mas em Português.
Imagem Google
diz-me o coração.
E nestes dias de frio
Natal é aconchego
amor, fraternidade
solidariedade.
Até quando é Natal?
Nos meus olhos
interrogam-se dúvidas.
O coração vibrante de quente
esquece por momentos
fomes dolorosas
batalhas perdidas
amigos ausentes
palavras amargas
crianças feridas.
Por momentos tudo é perfeito.
As luzes brilham numa música suave.
Ao longe, faz-se ouvir o cristalino riso
de uma criança que desconhece o fel da vida.
Riso que entoa,
e cruzando o frio de neve,
derrete-a.
Por momentos, só por momentos,
o olhar do Menino Jesus sorri,
deitado nas palhinhas olhando a Virgem Mãe,
que, ternamente, de joelhos proclama
o seu Nascimento
É Natal!
que buscas na intemperança e volúpia do desejo
o calor da alma pressentida no júbilo da razão.
Deitas-te na terra húmida entre musgo verde e
adormeces na tempestade que o céu serenou.
Na terra orvalhada em chão de prata
onde o amor lavra e a chuva perdura
em palavras amenas que o coração dita
embarcas no sonho e na magia que a
neve da frieza em rocha dura não matou.
Não iludas o que aprouvera dos teus sonhos.
Falsa a magia do momento. Na natureza
nunca nasce a mesma água de parecida fonte.
Há no mel da tua língua uma passagem secreta para os meus prazeres.
Na ponta do meu seio, o secreto desejo penetra os meus poros e lentamente percorre as tuas costas, sentindo o pulsar da tua pele que, em êxtase, solta um frémito sussurro, enquanto as tuas mãos cegas procuram o meu corpo, que desliza como ondas bravias no teu. Assim nos sentimos.
Assim nos entregamos na invenção do amor…
Há, no ardor do teu corpo, a ferocidade do mar, quando arranhas a minha pele e os teus lábios, entre palavras inaudíveis de sussurros, a boca do meu corpo vêm beijar.
Soltam-se fúrias de desejo há muito quietas de prazer e no êxtase do momento, não há palavras por dizer.
Envoltos na seda da carícia que de nós escorre, a maciez das minhas coxas que te envolvem, roçam o teu corpo num último ímpeto e, sôfregos, deixamo-nos embalar no desejo que o corpo não domina — a paixão ali sente-se e predomina —
Assim nos entregamos, de novo, na invenção do amor…

Fotografia de Almaro
"Ao fundo, no longe de um abismo, o sax canta, sem músicos
Tu que respiras semente
Porque te escondes no acaso
Porque te escondes no escuro negro da noite?”
Almaro
Pairas na contemplação do mar.
Ao longe, os búzios
devolvem-te o sonho,
música
nas velas do tempo
que se esconde
tímida
de te amar.
Nessas velas
que te envolvem
flutuas
sonhando
entre o rosa
e o cinzento
(sonhos, quimeras?)
tu,
sonhador,
pescador de búzios,
em busca dos alísios
que te arrastam
para o mar...

Imagem de Brita Seifert
Sinto teu corpo em mim
...e...assim…
alma sem fim
ardente
em tempo que persiste
rasgo de pele
veemente
em pensamento diluído
no tempo da promessa.
Tens na palavra
o encanto da brisa
na aragem lavrada.
Sinto a quietude do mar
melodia do solfejo
nas ondas que se espraiam
em areia e espuma
de mil cores
no vermelho pôr do sol
a lua entrega um beijo
e dança com a brisa
a canção dos seus amores
Poema de Otília Martel (Menina Marota)
na voz de
José-António Moreira in Sons da Escrita
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

Pintura de Cristiane Campos
Nada direi de ti,
nem um só pensamento.
Num assomo, lentamente,
meu peito desgasta-se de palavras
que se repetem textualmente
pacientes, de toda a matéria que
se pressente para lá do que se não vê,
nem se imagina.
Entreaberto, como uma janela, meu coração
vislumbra o ocaso, em fragrâncias
de pétalas por entre caminhos
etéreos percorridos de mão em mão.
Sou quem sou.
Nesta forma de ser
não há espaço para intervalos
passeados entre os sentimentos
de olhos que nada vislumbram
nas profundezas da alma.
Rasgo meus sentidos e
abro a janela de sensações flóreas
para lá de todos os laivos de vida
que se sentem nas marés perdidas.
Hoje nada direi de ti.
Porque as palavras estão caladas
sossegadas, no fundo da alma,
e aí permanecerão.
Poema de Otília Martel (Menina Marota)
na voz de
José-António Moreira in Sons da Escrita
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)